F9 está com toda a responsabilidade nas costas. Foto: Jefferson Bernardes/ VIPCOMM
Muito barulho por nada
A grita generalizada que se ergueu após o fim do grande jogo de ontem é a verdadeira expressão infundada, apaixonada e desmedida que por vezes nos acomete. Fomos vítimas de um roubo em 2005, sim. Isso é inegável. Agora querer comparar isso com o que ocorreu no jogo de ontem é, no mínimo, descabido.
Recebi mais de 150 comentários, dos quais só pude aproveitar a metade. A outra parte era de baboseiras e palavrões que sequer leio. Quando vejo que é idiotice e mau comportamento deleto na hora! E nem precisa ser um por um. Posso deletar mais de 20 numa só vez.
O juiz Wagner Tardelli errou sim. Mas errou para ambos os lados. E favoreceu ambos também. Expulsou corretamente Sidnei e o jogador Paranista (isso deve sempre acontecer, pois gramado, goleiras, bola e jogadores fazem parte de um esporte chamado futebol, e não luta livre), assim como expulsou indiscutivelmente o ala paranaense por uma entrada violenta em Andrezinho, a menos de três metros de sua visão.
Errou ao não marcar um pênalti claro para a equipe Paranista. Contudo, errou também na penalidade irrefutável em Nilmar. Errou ao não expulsar Magrão. Compensou não expulsando nenhum dos dois zagueiros do adversário, que passaram o jogo inteiro dando bordoadas e sequer amarelo levaram.
Errou ao marcar impedimento inexistente em Adriano, quando este ia ficar só com o goleiro á sua frente.
Enfim, errou muito. Mas não prejudicou somente o Paraná. Prejudicou acima de tudo o bom andamento do espetáculo.
A vitória, essa veio de braços abertos para o time que entrou em campo disposto a dar a vida por ela. Ela se entregou como uma mulher exuberante se deixa seduzir pelo homem que incansavelmente buscou saciar seu desejo incontrolável e sua obstinação por ela.
Quem entrou em campo com o regulamento debaixo do braço e sem vontade de cobrar sequer um lateral foi punido por sua incompetência. Até os 20 minutos do segundo tempo quem tinha pressa era o Internacional. Deixar para resolver as coisas nos 25 minutos finais, sendo que dispunha de 180, pode ser fatal.
E foi.
Por isso, caros amigos Paranistas, que considero tanto e admiro pelo profundo respeito com que sempre frequentaram ( e espero que assim continuem ) este espaço, não culpem a arbitragem. Procurem o que está errado dentro do próprio clube, pois algo o está. A menos de cinco dias foram eliminados dentro de casa no estadual. O que aconteceu ontem não pode servir de bode expiatório para amenizar a dor de uma desclassificação.
Espero que agora, com os nervos no lugar, repensem e ponderem.
Um forte abraço aqui do Sul.
P.S. Pior de tudo é ver os azuis querendo opinar a respeito de algo do qual sequer estão participando. Deve ser as férias antecipadas. Teve velho gagá que ocupou seu espaço na mídia mostrando a penalidade não marcada para os paranaenses em slow motion. Por quê ele não mostrou também a do Nilmar??
Férias... quando tiradas assim, sem programação antecipada, deixa as pessoas meio fora do ar.
Um estupendo tapa na cara

Andrezinho. A noite foi dele. Foto: VIPCOMM
Receita para acordar um Campeão:
Cutuque, implique, tente criar discórdia. Diminua, rotule, subestime, fale bobagens. Ouça a parte idiota da imprensa, aumente o que ouviu, detone, jogue a toalha.
Depois de toda essa imbecilidade, sente e assista. Assista um time com brios, com “cojones”, com raça, garra e superação bater um adversário que veio visitar sua imensa casa sem vontade de jogar bola, atuar com o regulamento debaixo do braço. Veja um time Campeão esmagar, estraçalhar, moer, sufocar, trucidar com qualidade, determinação e objetividade.
A vitória desta noite foi retumbante. Luminosa. Com ares de sonho. Sonho que Andrezinho teve, ao anunciar que marcaria os gols da classificação. Sonho que arrastou cinquenta mil colorados para sua segunda casa. Que os fez vestir a décima segunda camisa com alma, sangue e suor. Que os impeliu a empurrar com urros guturais seu time que é sua vida. Seu time e clube que compõem seu DNA. Seu amor incondicional e irrestrito, que não se abate ao levar golpes duros e sorrateiros.
O jogo desta noite de quarta-feira foi mais um dos vários que já entraram pra história deste estádio sagrado. Do concreto-altar deste templo que viu tantas conquistas, tantas glórias, tantas alegrias.
Tenho certeza que Librelato atuou incisivamente mais uma vez. Pois nesta noite. todos nós colorados sabíamos que precisaríamos muito mais do que futebol. Nossa necessidade era de alma, de coração de algo metafísico. Por isso, não me furto de imaginar que o Internacional teve a ajuda dos céus para superar não só seu adversário, mas seus nervos. Nervos atiçados por uma irresponsabilidade no estado do Paraná, que trouxe toda esta emoção pra dentro de casa.
Pois isto é futebol, companheiro. Futebol é a emoção de alcançar o que não parecia atingível. É a emoção de superar a si mesmo. Superar todas as adversidades e dormir nos braços da glória.
Nesta noite emblemática, onde o Internacional se credenciou a merecer o rótulo de “favorito” ao título da Copa do Brasil, tudo conspirou a nosso favor.
Se faltava centroavante, lá estava nosso leão que veste a camisa 3. Se faltava zaga, o tão contestado Orozco jogou sua vida. Se faltava Alex, Andrezinho mostrou que o banco do Inter merece muito respeito por parte da torcida que fica criticando-o. Se faltou Guiñazu em campo, não faltou no vestiário. Credito unicamente a ele este espírito que imbuiu ferozmente toda a equipe. Tudo e todos tinham a cara e a expressão de Guina. A raça e a devoção do Perro Loco. Jogador que já entrou para a história e também para a vasta constelação de craques e ídolos deste clube ás vésperas de seu centenário.
Quase tudo foi perfeito. Quase. A queda horrível de Jonas me deixou arrepiado. O último lance do futebol que havia me deixado tão perturbado foi aquela entrada satânica no atacante brasileiro do Arsenal. Pois nesta noite, o que ocorreu com Jonas foi horripilante. Esperamos, todos nós da massa colorada, que nada de mais grave tenha ocorrido com nosso atleta. E que ele saiba que todos estaremos em sua vigília por sua plena recuperação.
No mais, devo ressaltar que essa vitória tem a cara e as mãos de Abel. Mexeu certinho no time e demonstrou mais uma vez, aos descrentes que querem sua cabeça, que tem o time nas mãos. Sabe quem deve estar no time e em qual lugar.
E agora chega de extravasar minha alegria. Estou briaco e de alma lavada com o que presenciei. Assisti a um time com cara de Campeão. Com poder de indignação coletivo. Com ganas de glória.
P.S.: E saiu a primeira goleada do Gigante neste ano!! Na hora certa.
P.S 2.: Teve muita gente dormindo braba nesse Rio Grande, hoje!!
Um forte abraço aqui do Sul
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Serviço do Jogo
Internacional (5): Clemer; Índio (Titi, 25min2ºt), Orozco e Marcão; Bustos, Jonas (Sidnei, 2min30seg1ºt), Magrão, Andrezinho e Ji-Paraná (Adriano, 26min40seg1ºt); Nilmar e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Paraná (1): Fabiano Heves; Daniel Marques, Luiz Henrique e João Paulo; Ângelo, Jumar (Cristian), Léo, Giuliano (Clênio), Everton e Joélson; Fábio Luiz (Goiano). Técnico: Paulo Bonamigo.
Gols: Fábio Luiz (P), aos 3min45seg do primeiro tempo, Andrezinho (I), aos 4min45seg do primeiro tempo, Índio (I), aos 31min50seg do primeiro tempo, Andrezinho (I), aos 41min40seg do primeiro tempo, Magrão (I), aos 18min30seg do segundo tempo, Fernandão (I), aos 48min do segundo tempo. Cartões amarelos: Bustos, Marcão (I), Léo, Daniel Marques, Éverton (P). Expulsões: Ângelo, Joélson (P), Sidnei (I). Renda: R$ 361.091,00. Público: 41.837 (38.263 pagantes). Arbitragem: Wagner Tardelli Azevedo (SC), auxiliado por Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Claudemir Mafessoni (SC). Local: Beira-Rio.
Vaga e preocupação

A maior torcida do RS vêm mostrando sua força este ano. Foto: VIPCOMM
O Internacional se credenciou para a disputa das finais do gauchão 2008 ao vencer o Caxias em sua casa por 2 x 1. Isso bastaria para ficarmos muito felizes, pois um dos objetivos traçados para este ano está muito próximo de ser alcançado. Mas para chegar até tal condição, teve que deixar pelo caminho os seu dois mais importantes jogadores da temporada: Alex e Guiñazú. O primeiro com um entorse feio e o segundo por um problema no joelho, averiguado logo após a partida com uma artroscopia.
Isso tudo desencadeia uma reação forte no Gigante, pois amanhã teremos uma partida importantíssima que determina nosso futuro em uma competição que se determina como peça chave para a comemoração de nosso centenário.
Deveria estar comemorando o retorno a uma disputa de finais do Estadual, coisa que não aconteceu no ano passado. Mas estou muito preocupado com o compromisso de amanhã. Será uma partida muito difícil, contra uma equipe que certamente virá fechada e jogará sua vida, pois já está fora das decisões de seu campeonato estadual.
Quanto ao jogo de domingo, o Inter se portou como um time grande que joga em casa. Jogou compacto e explorando as arrancadas de Nilmar. No geral, o time teve um desempenho muito bom. Clemer foi a segurança de sempre no gol, Bustos foi razoável, Jonas atuou improvisado e rendeu bem, a zaga com Índio e Orozco jogou segura e bem postada. Titi assumiu a lateral de Marcão com competência e força. A meia cancha foi compacta e precisa, anulando bem as tentativas do Caxias.
Os belíssimos gols de Alex foram o grande momento do jogo. O primeiro, surgiu depois de um belo passe de calcanhar para Guina, que apertado pela forte marcação conseguiu alcançar a bola e cruzar na medida para Alex desferir um lindo voleio de canhota. No segundo, Fernandão iniciou tabela, que nosso goleador recebeu, enquadrou o corpo e chutou fora de alcance do goleiro, perto do ângulo.
Gostei da participação de Andrezinho. Entrou bem no jogo. Seguramente vai ocupar a vaga de Alex. Quanto ao substituto de Guinazu, Abel faz mistério. Creio que mude o esquema e ponha Iarley, como último homem do meio campo.
A torcida já deu espetáculo no domingo, uma beleza mesmo. Agora temos outro compromisso. Na quarta-feira, o Internacional vai precisar de todo o apoio extra-campo possível. Além das dificuldades que ele próprio criou, ao deixar a equipe paranista fazer escore, agora tem os desfalques importantes.
Um passo por vez e ambos com muita cautela. Paraná e Juventude são os grandes desafios desta primeira metade do ano. O segundo, com requintes de peça do destino. Mais uma vez estaremos diante do time que impôs as primeiras derrotas coloradas deste ano. É a hora do Inter acabar com esses rumores infundados e mostrar em campo que é superior técnica e mecanicamente ao time da serra.
Sem Alex e Guina vai ser difícil.
Mas facilidade é um advento que nós, colorados, desconhecemos. Os desafios sempre são recheados de dificuldades. E isso é o que motiva a força colorada, evoca o espírito guerreiro que temos dentro de nós.
Quarta-feira é dia de pintar a cara e invadir o Gigante. Dia de empurrar o Internacional para mais uma grande vitória. E no final de semana, todos os rumos levam ao Jaconi. Certamente lá estarão milhares de caras vermelhas pintando a serra gaúcha, cantando e levando o time para mais um bom resultado.
Um forte abraço aqui do Sul.
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Serviço do Jogo
Internacional (2): Clemer; Índio, Orozco e Titi; Bustos, Jonas, Magrão, Alex (Andrezinho, 7min2ºt) e Guiñazu (Ji-Paraná, 25min30seg2ºt); Nilmar (Iarley, 21min15seg2ºt) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.
Caxias (1): Juninho; Marília, Cuca (Terrão) e Cris; Gustavo, Tiago (Marquinhos), Júlio César, Rodrigo (David) e Aélson; Flávio Guilherme e Kempes. Técnico: Gilson Kleina.
Gols: Alex (2, I), aos 19min50seg do primeiro tempo, aos 27min40seg do primeiro tempo, Flávio Guilherme (C), aos 33min40seg do segundo tempo. Público: 35.529 (30.697 pagantes e 20.020 sócios). Renda: R$ 405.373,00. Cartões amarelos: Guiñazu, Bustos (I), Aélson, Júlio César, Tiago, Cris, Marquinhos (C). Arbitragem: Márcio Chagas da Silva, auxiliado por José Franco Filho e Júlio César Santos. Local: Beira-Rio.
Frustrante

Guiñazu também não conseguiu ajudar o Inter a superar o time Paranaense. Foto: Site Oficial
Primeiramente, gostaria de me desculpar com os amigos que diariamente frequentam este espaço. Ando com problemas técnicos (sem INTERnet) e na quarta de noite ainda saí de viagem. Enfim, além do jogo, tudo mais deu errado. Não consegui escrever o texto que sempre publico depois do jogo. Mas há males que se justificam: este vácuo de tempo serviu para que eu digerisse e não externasse minha raiva pelo resultado.
Fiquei muito irritado com a postura do time em campo. Não foi possível acertar dois passes em sequência. Faltou atitude e raça. Faltou amor ao manto sagrado.
Se em campo não aconteceu nada, nas arquibancadas a maravilhosa torcida colorada deu mais um show. Um grande público colorado invadiu o Durival e mesmo com a péssima apresentação, deu um exemplo que os jogadores deveriam ter seguido: nunca se entregar, nunca desanimar, não se deixar abater ficando inerte.
Enfim, não vou me delongar muito, pois não há o que falar. Tem dias que o time não funciona, não encaixa a marcação e não consegue desenvolver seu futebol. Quarta foi uma noite dessas. E o resultado não podia ser diferente.
Graças a isso, o Inter terá que se superar na semana que vêm. Não é impossível, todos sabemos. Resta saber se o Inter não vai novamente perder pra si mesmo. Sim, esse é o medo. Sem querer tirar os méritos do Paraná, time que eu respeito assim como sua torcida, mas o Inter perdeu pra si mesmo ao não conseguir jogar e deixar um adversário sem ataque efetivo o bater.
Tenho a convicção que a massa colorada vai invadir o Gigante na semana que vêm e empurrar o time para essa difícil empreitada que eles se impuseram.
E ainda tem o forte Caxias no domingo. Duas invasões. Mais um recorde de público vai ser quebrado neste gauchão, pois a massa colorada nunca se entrega, nunca se deixa ser batida, SEMPRE HONRA O MANTO SAGRADO VERMELHO.
Um forte abraço aqui do Sul.
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Serviço do jogo
Paraná (2): Fabiano Heves; Daniel Marques, João Paulo e Luis Henrique; Ângelo (Goiano), Léo, Jumar (Beto), Giuliano e Everton; Joelson (Glêmio) e Fabio Luis. Técnico: Bonamigo.
Internacional (0): Clemer; Bustos (Nilmar, 30min30seg2ºt), Índio, Orozco e Marcão; Magrão, Guiñazu, Roger e Alex; Iarley (Adriano, 20min2ºt) e Nilmar (Tales, 32min30seg2ºt). Técnico: Abel Braga.
Gols: Ângelo (P), aos 5min do segundo tempo, Fábio Luiz (P), aos 36min do segundo tempo. Cartões amarelos: Nilmar, Magrão, Guiñazu (I), Jumar, João Paulo, Glênio (P). Público: 9.025. Renda: R$ 121.784,00. Arbitragem: Sérgio da Silva Carvalho (DF), auxiliado por Marrubson Melo Freitas (DF) e Fabricio Vilarinho da Silva (GO). Local: Estádio Durival Britto, em Curitiba.
Mateus Reck é Gaúcho, da bela cidade de Gramado, colorado doente, nascido quase no fim da década vermelha de 70 (1977), onde quem reinava nesse país era o Internacional de Falcão, Don Elias, Carpeggiani e Batista. Tinha grande inveja dos colorados que acompanharam a década vermelha, mas hoje se orgulha de fazer parte da geração que ajudou o Inter a conquistar o Mundo. Seus grandes ídolos de infância foram Nílson, Amarildo, Taffarel e Luis Carlos Winck. Hoje, se sente privilegiado de ir ao Beira-Rio e ver Fernandão, Clemer e Iarley envergarem o manto vermelho sagrado. Trabalha com Telefonia IP e Tecnologia de Informação.